quinta-feira, 23 de agosto de 2007
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Prós e Contras: The L Word

Pode parecer, mas não é a promoção de um anúncio da Dove. É um breve comentário à série L Word, actualmente em repoisção na RTP2
Já ouvi por aí que a série L Word corresponde e responde a uma fantasia erótica masculina recorrente... Sorry? Eu não as vejo a necessitar de nenhum homem nas redondezas... Mas a notícia de que mulheres realmente autónomas correspondem a uma fantasia masculina é boa notícia. Já ouvi por aí que a série é uma representação irreal do lesbianismo e das mulheres em geral uma vez que são todas representadas como belas e/ou glamourosas e pertencendo a um nível sócio-económico médio alto ou elevado. Sim? E o que é que torna, a este nível, a série diferente de todas as outras séries e produtos afins de entertenimento? Se fossem feias e com bigode? Já servia? Já servia o quê? Os estereótipos de que afinal nos queremos libertar? Ou estamos à espera que, por representar uma minoria (?) sexual, a série deve defender e responder por todas as causas sociais e culturais do momento: a defesa das gordas, das magras das pobres, das enjeitadas e das canhotas? Ou deve ainda representar a realidade portuguesa? Já ouvi por aí que esta série promove e incentiva a iniciação sexual precoce e os comportamentos sexuais desviantes etc. Pois.
Eu digo, para quem quiser ouvir, i.e., ler, que a série recomenda-se, que as personagens são interessantes, densas e em evolução pessoal e relacional, que não estão cristalizadas em nenhum arquétipo supostamente funcional ou redutor; as cenas eróticas (?) são bem feitas e conseguem explicar a muitas mentes vitorianas que é possível duas mulheres terem sexo satisfatório; a banda sonora é cuidada; a realização e a fotografia também; as actrizes são excelentes e é uma boa série dramática que toca questões sociais actuais e pertinentes transponíveis e comuns a qualquer orientação sexual. Sim, elas são pessoas com problemas comuns! Sim, a realidade social e económica em L.A. parece ser muito diferente da nossa. Temos que viver com isso e com a fuga fiscal.
A inclusão desta série na programação da RTP2 é um sinal positivo da mudança dos tempos e das instituições face às questões da sexualidade. Não se percebe é porque é que a RTP está a repetir a 2ª temporada! Já era altura de vermos a 3ª temporada!
Para quem se quer iniciar, pode procurar esclarecimentos, resumos de episódios etc:
http://www.thelwordonline.com/
Eu juro que se tivesse encontrado um quiz “What L Word character are you?” o tinha colocado aqui. Mas deixo-vos o convite de o fazerem entre amig@s. Com quem se identifica mais?
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Quantos tipos de beijo conhece?
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Summer Fever- "what a lovely way to burn..."
Vamos embora, deixando-vos febre de Verão. Ardam!
Never know how much I love you, never know how much I care When you put your arms around me, I get a fever that's so hard to bear You give me fever - when you kiss me, fever when you hold me tight Fever - in the the morning, fever all through the night. Sun lights up the daytime, moon lights up the night I light up when you call my name, and you know I'm gonna treat you right You give me fever - when you kiss me, fever when you hold me tight Fever - in the the morning, fever all through the night. Everybody's got the fever, that is something you all know Fever isn't such a new thing, fever started long ago. Romeo loved Juliet, Juliet she felt the same When he put his arms around her, he said "Julie baby you're my flame"Thou givest fever, when we kisseth, fever with thy flaming youth Fever - I'm afire, fever yea I burn forsooth. Captain Smith and Pocahontas had a very mad affair When her Daddy tried to kill him, she said "Daddy-O don't you dare"Give me fever - with his kisses, fever when he holds me tight Fever - I'm his Missus, Oh daddy won't you treat him right. Now you've listened to my story, here's the point I have made:Chicks were born to give you fever, be it Fahrenheit or Centigrade They give you fever - when you kiss them, fever if you live and learn Fever - till you sizzle, what a lovely way to burn. What a lovely way to burn. What a lovely way to burn.
Fever, Peggy Lee
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Júdice a proctologista, já!
Jornal de Notícias, 16/07/2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
SOS Dificuldades Sexuais

Prometido à Isabel II-Pequenas e deliciosas obsessões
As boas conversas têm disto: trazem-nos à camada superior da pele pedaços da nossa história submersa. Infelizmente não consegui encontrar a versão vídeo que mais gosto desta versão da Pipilotti Rist sobre um tema do Chris Isaak. Mas queria partilhar convosco o impacto sonoro e, eventualmente, emocional que este olhar sobre o Wicked Game tem. Neste exemplo as imagens só perturbam, mas aproveitem o link no Youtube para descobrir mais trabalhos da Pipilotti Rist. Ou encontrem-na em: http://www.pipilottirist.net/begin/open.html. De resto, e aqui para efeitos deste meu lar virtual (no lar efectivo e real já não há paciência para este tema!), atentem na letra, e na sua interpretação, especialmente a partir dos 3 minutos e 33 segundos.
Está assim oficialmente aberta a saison da lamechice:
The world was on fire No one could save me but you. Strange what desire will make foolish people do I never dreamed that I'd meet somebody like you And I never dreamed that I'd lose somebody like you No, I don't want to fall in love [This love is only gonna break your heart] No, I don't want to fall in love [This love is only gonna break your heart] With you With you
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Prometido à Isabel
Há uma particularidade, entre várias, que eu adoro neste vídeoclip: o facto de ser feito em um take só, num total enamoramento entre a câmera e o enamoramento entre quem interpreta.
Big Laurie
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Cialis, Levitra ou... Viagra

terça-feira, 10 de julho de 2007
Maus exemplos

http://www.portugalnet.pt/pnet/noticia.asp?id=46654
Vivem pros seu maridos, orgulho e raça de Atenas
sábado, 7 de julho de 2007

Angústias da adolescência
Desde a adolescência que tento responder à questão levantada pela letra da canção seguinte. Após várias conversas animadas em noites ou dias mais ou menos rocambolescos cheguei às três seguintes hipóteses de resposta:
O Amor;
O Dinheiro;
O Prazer Sexual.
Aguardo as vossa respostas alternativas.
O que será que será?
O que será que será
Que andam suspirando pelas alcovas
Que andam sussurrando em versos e trovas
Que andam combinando no breu das tocas
Que anda nas cabeças, anda nas bocas
Que andam acendendo velas nos becos
Estão falando alto pelos botecos
E gritam nos mercados que com certeza
Está na natureza
Será que será
O que não tem certeza nem nunca terá
O que não tem conserto nem nunca terá
O que não tem tamanho
O que será que será
Que vive nas idéias desses amantes
Que cantam os poetas mais delirantes
Que juram os profetas embriagados
Que está na romaria dos mutilados
Que está na fantasia dos infelizes
Está no dia-a-dia das meretrizes
No plano dos bandidos dos desvalidos
Em todos os sentidos, será que será
O que não tem decência nem nunca terá
O que não tem censura nem nunca terá
O que não faz sentido
O que será que será
Que todos os avisos não vão evitar
Porque todos os risos vão desafiar
Porque todos os sinos irão repicar
Porque todos os hinos irão consagrar
E todos os meninos vão desembestar
E todos os destinos irão se encontrar
E mesmo o padre eterno que nunca foi lá
Olhando aquele inferno vai abençoar
O que não tem governo nem nunca terá
O que não tem vergonha nem nunca terá
O que não tem juízo
O que será que será, Chico Buarque
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Orgulho no Porto

me apuntan con el dedo
susurra a mis espaldas
y a mi me importa un bledo.
que mas me da
si soy distinta a ellos
no soy de nadie,
no tengo dueño.
Yo se que me critican
me consta que me odian
la envidia les corroe
mi vida les agobia.
Porque sera?
yo no tengo la culpa
mi circunstancia les insulta.
Mi destino es el que yo decido
el que yo elijo para mi
a quien le importa lo que yo haga?
a quien le importa lo que yo diga?
yo soy asi, y asi seguire, nunca cambiare
A quien le importa lo que yo haga?
a quien le importa lo que yo diga?
yo soy asi, y asi seguire, nunca cambiare
Quiza la culpa es mia
por no seguir la norma,
ya es demasiado tarde
para cambiar ahora.
Me mantendre
firme en mis convicciones,
reportare mis posiciones.
Mi destino es el que yo decido
el que yo elijo para mi
a quien le importa lo que yo haga?
a quien le importa lo que yo diga?
yo soy asi, y asi seguire, nunca cambiare
Maria II: Parentalidade
terça-feira, 3 de julho de 2007
Summer Kitsch
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Homoparentalidade vista com franja

Ontem na TVI passou uma reportagem sobre casais lésbicos que recorrem a dadores de esperma para fazer auto-inseminação (sem que haja relação sexual com um homem). Não posso comentar toda a reportagem, porque só vi parte. O que vi pareceu-me relativamente cuidado e equilibrado, apesar de superficial, o que está de acordo com o formato e meio de difusão. Pena continuarmos a ter os técnicos a dar a cara e os envolvidos a escondê-la: reflexo de uma sociedade estigmatizante e punitiva face à diversidade sexual. Relativamente ao desfecho da mesma, a jornalista responsável pela reportagem- Elisabete Barata- rematava e marcava golo argumentando que estas lésbicas têm instinto maternal. A este propósito pergunto:
* Será que a maternidade, explicada pelo tal “instinto”, continua a ser desígnio e factor de validação social da mulher?
* E as lésbicas e as mulheres que não querem ser mães? Não têm instinto? Têm um défice no cromossoma X, ou outro défice qualquer, que as torna menos representativas do género feminino?
* E os casais homossexuais masculinos que querem exercer a homoparentalidade, também têm instinto maternal? Se calhar têm instinto parental. Ou paternal? Ou um cromossoma X a mais?
* E se isso do instinto (maternal, paternal, parental) não passar tudo de uma grande construção pseudo-científica com pés de barro?
* E se, só “se”, estes casais não tiverem um projecto marcado pelo ”instinto”, mas sim pelo amor: uma pela outra e também por uma criança que desejam criar em conjunto e que são capazes de amar? Em caso afirmativo isso significa que reúnem algumas das condições básicas para exercer a parentalidade: planeamento da mesma e investimento emocional de qualidade.



